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Celebração, louvor e partilha foram sinais concretos na Jornada Mundial do Pobre na Igreja no Brasil

 

O trecho do Salmo 37: “Este pobre clama e o Senhor escuta” inspirou várias ações na Igreja do Brasil durante a 2ª Jornada Mundial dos Pobres de 11 a 18 de novembro. Segundo o arcebispo de Aracaju (SE), dom João da Costa, presidente da Cáritas Brasileira, organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), muitas pessoas receberam alimentos e cestas básicas. O bispo reforçou o agradecimento a Deus e a tantos irmãos e irmãs que na sua sensibilidade e solidariedade compartilharam do que tinha para amenizar e aliviar a dor e sofrimento de tanta gente.

O diretor-executivo da Cáritas Brasileira, Luiz Claudio Lopes da Silva(Mandela) ressalta que uma série de atividades, celebrações, mobilizações foram realizadas no Brasil. Contudo, ele lembra que o Brasil voltou a figurar no Mapa da Fome, das Organizações das Nações Unidas (ONU), em razão do enfraquecimento de políticas sociais em curso no país. No mundo, segundo a ONU, 1,3 bilhões de pessoas são consideradas pobres.

Pobres se alimentam na Casa de Assis, da diocese de São José dos Campos (SP). Foto: Arquivo diocese de São José dos Campos

Mandela destaca que a Jornada Mundial dos Pobres de 2018 fez refletir ao reforçar a mensagem de que precisamos ouvir e escutar com a voz do coração e a partir daí desenvolver ações para superação da realidade de pobreza e miséria que irmãos e irmãs enfrentam.  O diretor-executivo da Cáritas brasileira, diz ser extremamente atual o chamado do papa Francisco à humanidade e à Igreja Católica para que a proposta de uma Igreja em saída tenha como um de seus desafios, cotidianos, evangélico e profético contribuir com ações, e não apenas com orações, para que a realidade das pessoas que não tem onde comer, morar e custear as suas necessidades básicas do dia a dia possa ser mudada.

Para Mandela é uma grande contradição existir fome no Brasil, um país com grande desenvolvimento de suas fronteiras agrícolas. “Grande parte da produção do Agronegócio visa a produção de commodities que na sua grande maioria vai para o mercado internacional ficando para a agricultura familiar a produção de alimentos que fornecem a cesta básica para a sociedade brasileira”, disse.

Apesar de iniciativas como a Jornada Mundial dos Pobres, dom João da Costa aponta que grandes gritos ainda permanecem na sociedade brasileira: tantas pessoas sem casa, sem trabalho e sem uma terra para viver. “São imensos os gritos que se espalham pelas ruas de nossas cidades e estradas de nosso país’, avalia.  “Neste Dia do Pobre, pudemos sentir, contemplar a felicidade e a gratidão presente no olhar, no coração e na fisionomia de tantos pobres que receberam alimentos e cestas básicas mas também momentos celebrativos que jamais poderemos esquecer”, reforçou o presidente da Cáritas brasileira.

Foto capa: Paróquia Nossa Senhora da Conceição, de Baixa Grande (BA).

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