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Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)

O Uruguai, nosso país vizinho, depois de 10 anos conseguiu obter uma marca memorável: é o primeiro país da Região – e por que não dizer da maior parte do mundo – de ter quase o 100% da energia elétrica de fontes renováveis. Foi necessário o investimento do 3% do PIB para conseguir esta façanha, que coloca a energia limpa e sustentável como a única a abastecer a Nação.

No último quinquênio foram destinados US$ 7 bilhões de dólares, que vem a ser o equivalente aos gastos do Brasil para realizar a Copa do Mundo de 2014. Temos estádios que como elefantes brancos são sinal de gastança e superfaturamento enquanto que o Uruguai apostou naquilo que move o pais, sem consumi-lo ou degradá-lo, energia eólica, solar e biomassa.

Para isso houve um acordo político centrado no bem comum e no interesse público, expressão de uma classe dirigente voltada para seu povo e que pensa não somente nas eleições, mas nas próximas gerações. Neste ano de eleições municipais, muito embora a questão da energia seja assunto nacional e federal, é importante escolher candidatos que tenham um olhar sustentável, que pratiquem e defendam uma política pensada a partir da vida, respeitosa da ecologia integral, da sabedoria da terra e que escutem os sons das florestas, matas e águas.

Assim como a questão do saneamento básico é crucial para o desenvolvimento do município, a conversão da matriz energética é chave para tornar a urbe não só mais iluminada, mas autossuficiente e viável. A cidade humana tem que estar aberta e enraizada no seu ambiente, aprender a conviver com os quatro elementos: ar, terra, fogo e água.

O equilíbrio saudável e dinâmico da população com a criação é condição para termos um futuro próspero e harmonioso conforme o projeto do Pai da Misericórdia que enviou seu Filho para salvar o mundo e trazer vida em abundância. Deus seja louvado!