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A Diocese de Oeiras, criada em 1944, pela bula pontifícia do Papa Pio XII, Ad Dominici Gregis Bonum (para o bem do rebanho do Senhor),  e instalada solenemente em 1945, celebra jubilosamente seus setenta anos de existência. O Jubileu favorece uma atmosfera cronológica, mas sobretudo, um kairós, o Tempo de Deus, para a efetivação da proposta urgente de conversão pastoral das paróquias. Este é um dom que devemos pedir a Deus. É o maior e melhor presente que podemos ofertar à diocese “para o bem do povo de Deus”. As primeiras letras do documento do papa, expressam o desejo do coração de Deus para o seu povo, bem como a Sua fidelidade ao longo da história, “pois comprovado é seu amor para conosco,  para sempre Ele é fiel!” (Sl 116, 2).

Deus é o sumo bem, o bem do povo de Deus é a vida e o bem de Deus é vida de seu povo. Jesus, tantas vezes, manifestou isso no evangelho: “Eu sou o caminho a verdade e a vida” (Jo 14,6); “Deus não quer a morte do pecador mas que se converta e viva” (cf. Ez 33,11); “Eu vim para que todos tenham vida” (Jo 10, 10); “Quem acreditar tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida” (Jo 6,47). A Palavra de Deus é cheia de vida.  Jubileu é tempo de anúncio e de profecia. É urgente anunciar a Boa Notícia de Cristo a todos, preferencialmente a quem mais precisa. É preciso denunciar toda atitude humana que atente contra a vida, o bem e a felicidade da pessoa e da natureza.

Jubileu é tempo forte da graça de Deus e de ação de graças, da parte seus filhos e filhas. Rendamos graças a Deus, pois no sertão do Piauí, há setenta anos, Deus nos visitou de novo. Desta vez o seu desígnio nos presenteou com a criação e instalação da Diocese de Oeiras. Nela, a presença de tantos discípulos e discípulas, missionários e missionárias: bispos, presbíteros, religiosas, leigos e leigas, todos conduzidos pelo Espírito Santo e sob a proteção da Virgem Maria, têm  colaborado com a ação divina na edificação desta parte do corpo místico de Cristo, como povo de Deus a caminho. Por tudo e por todos, demos graças a Deus.

Neste ano jubilar os nossos sentimentos e desejos unem-se àquele desejo do coração de Deus, manifesto nas palavras de Pio XII, e nos leva a dizer em humilde prece, com o saudoso e admirável, José Expedito de Carvalho Rêgo, ao enaltecer a Catedral: “quero-te sempre viva”. Viva, em paróquias renovadas de vivas comunidades, fazendo das famílias e das pessoas o principal objetivo de cuidado pastoral e espiritual. Este é o maior presente que podemos ofertar à nossa setuagenária diocese. Este é o bem do povo de Deus, “para que todos tenham vida” (Jo 10,10).

Vamos viver intensamente o nosso Jubileu, e celebrá-lo com júbilo. Que o Senhor nos abençoe!

Dom Juarez Sousa da Silva – Bispo de Oeiras