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O Santo Padre o Papa Francisco apresentou um nova encíclica.

. Uma encíclica é um documento escrito pelo Papa em forma de carta circular que tem o objetivo de orientar a Igreja sobre determinado tema.

Possui um caráter normativo e aborda questões de ensinamento para o Povo de Deus  no sentido da doutrina da Igreja

. Tem também por objetivo refutar doutrinas errôneas ou corrigir comportamentos inadequados.

O título da encíclica é tirado das primeiras palavras do texto oficial.

 

Será a segunda encíclica do atual Papa.

A primeira – “Lumen fidei” (Luz da fé) – começou a ser escrita pelo Papa Bento XVI no ano da Fé (2013) e foi completada e assinada pelo Papa Francisco (29.06.13).

Tudo indica que essa segunda terá como título as primeiras palavras do Hino das Criaturas, de São Francisco de Assis, “Laudato sii” (louvado seja).

O tema será o meio ambiente e a desnutrição.

Os grandes linhas deste ensinamento aparecem sobre um tema que é mais atual:

Qual é o mundo que queremos deixar para as futuras gerações.

A nossa responsabilidade perante este mundo que está por aí.

Há os que já se estão perguntando se o Papa não teria assuntos  mais importantes para tratar,  como, por exemplo, a guerra e a paz, a vida humana, a salvação das almas etc.

Ora, a necessidade de nossa salvação eterna tem sido constantemente lembrada pelo atual Papa.

Mas, assim como precisamos nos esforçar por tratar bem os outros, isto é, tratá-los com respeito e caridade, da mesma maneira somos chamados a respeitar o meio ambiente, tendo em vista a nossa responsabilidade para com as gerações futuras.

Somos chamados a ser os guardiões da natureza, que é criação de Deus.

Não podemos ficar indiferentes diante da destruição sistemática das florestas, dos hábitos dos consumidores, das mudanças climáticas, do aquecimento global etc.

Ou mudamos as causas do que está acontecendo, ou entregaremos às próximas gerações um mundo em que não será fácil viver.

Para alguns, a questão ambiental é uma preocupação que interessa aos ricos.

Para outros, os pobres seriam os mais prejudicados com qualquer iniciativa nesse campo.

Ledo engano: as catástrofes naturais, em qualquer parte do mundo, prejudicam mais os pobres do que  os ricos.

Estes podem pagar mais caro por alimentos que desejam consumir ou pela água que precisam beber,  e, certamente, não morreriam de fome ou sede por causa disso.

O mesmo não aconteceria com os pobres.

Há ONGs que trabalham ativamente em busca de soluções para as questões do ambiente.

A ação da Igreja vai além delas: o que nos move é a consciência de que Deus nos deu o mundo para que seja o nosso grande lar.

Por isso, nossa própria salvação depende de como assumimos a responsabilidade de cuidar desse lar, para que seja um ambiente para todos e para sempre.

O nosso “domínio” sobre a terra (cf. Gn 2.15) deveria ser como o do nosso Pai celeste: providencial e cuidadoso.

Portanto, é preciso guardar a natureza com respeito.

Isso implica, entre outras coisas, um estilo de vida simples e sóbrio, que contribua para preservar o ambiente para as gerações futuras, que também terão o direito de ter boa saúde.

Numa das muitas vezes em que o Papa Francisco abordou a questão do ambiente, ele observou: “Gostaria que todos nós assumíssemos seriamente o compromisso de respeitar e conservar a criação, de prestar atenção a cada pessoa, de contrastar a cultura do desperdício e do descarte, a fim de promover uma cultura da solidariedade e do encontro” (05.06.2013).

Firme na fé e fiquem com Deus