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A 7ª Assembleia Diocesana de Pastoral da Diocese de Oeiras foi marcada por muita oração, devoção e animação por parte dos participantes da Assembleia. A assembleia teve como tema: Comunidade de comunidades: uma nova paróquia – a conversão pastoral da paróquia e o lema: Eu te exorto a reavivar o dom de Deus que há em ti (2Tm 1,6). O documento 100 da CNBB traz a reflexão sobre o papel da igreja perante a comunidade, pois nos convida a fazer igreja como missão. Dom Juarez, Bispo de Oeiras, durante a assembleia apresentou a proposta do ano jubilar da Diocese, que terá inicio dia 14 de dezembro do corrente ano e será encerrado no dia 12 de dezembro do ano de 2015 e aproveitou para aprovar a realização da Romaria da Terra e da Agua, que acontecera nos dias 01 e 02 de agosto do próximo ano, na cidade de Oeiras.

As romarias da terra e das águas, mais de 20, que acontecem Brasil afora, são manifestações religiosas que contagiam milhares de pessoas. A maioria delas é promovida pela Comissão Pastoral da Terra. Elas se caracterizam por ser um espaço privilegiado em que fé e vida se mesclam profundamente e onde o clamor do povo do campo se faz ouvir. Com as romarias, a CPT entrou no universo do povo.

Elas são realizadas de diversas formas e em espaços diferentes. Algumas em locais de romarias populares tradicionais, outras em lugares que a luta e a conquista do povo tornaram sagrados. As romarias da terra e das águas são o templo do encontro do divino com o humano, são grandes celebrações que manifestam e constroem a unidade da igreja.

As caminhadas da terra romperam o ciclo vicioso das romarias tradicionais, centradas no individualismo, na busca do conforto ao coração, do transcendente e, que, por isso, aconteciam ao redor do santo e do altar. As romarias da terra introduziram ainda como elementos centrais a Palavra e a vida do povo, e, por isso elas sempre tiveram um cunho profético de denúncia da realidade de opressão vivida pelos trabalhadores e trabalhadoras do campo e das injustiças que contra eles se cometem. Elas buscam através da fé e do elemento religioso a transformação da sociedade, a construção do Reino de Deus.

Elas também romperam as barreiras do espaço estritamente católico e adquiriram – em alguns lugares com mais expressão e, em outros, com menor – um caráter ecumênico envolvendo pessoas de outras denominações cristãs e de outras crenças. As romarias da terra se tornaram, ainda, nos últimos anos, das águas. Elas incorporaram mais este elemento fundamental na vida da pessoa, tentando conscientizar a todos sobre o valor da água – essencial para a sobrevivência da espécie humana e da natureza, e alertar para a sanha capitalista que quer torná-la mais uma mercadoria.

As romarias da terra e das águas não se resumem à celebração em si, normalmente elas são precedidas de um processo de preparação das comunidades camponesas que participam. Para isso, sempre é elaborado material que inclui a história do lugar onde vai ocorrer a Romaria, e celebrações são realizadas para ajudar a preparar o espírito para a melhor participação