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A Nunciadora Apostólica nomeou Dom Juarez Sousa da Silva, bispo da Diocese de Oeiras (PI) como novo Administrador Apostólico da Diocese de São Raimundo Nonato (PI).

Dom Juarez Sousa da Silva:

 

Formação: – Ensino fundamental: Unidade Escolar Matias Olímpio e Unid. Escolar Gervásio Costa – Barras- PI – Ensino Médio: Curso Técnico Tradutor e Intérprete no Seminário da Assunção Jacarezinho – PR. – Bacharelado em Filosofia e Teologia no Seminário Maior Sagrado Coração de Jesus, Teresina- PI. – Graduado em filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). – MESTRADO: História Eclesiástica – Pontifícia Universidade Gregoriana – Roma.

 

Ordenações: – Diaconal: 10 de julho de 1993 – Catedral de Santo Antônio – Campo Maior-PI. – Presbiteral: 19 de março de 1994 – Matriz de Nossa senhora da conceição – Barras -PI – Episcopal: 17 de maio de 2008 – Catedral de Nossa Senhora da Vitória – Oeiras –PI.

 

Funções anteriores ao episcopado: – Administrador Paroquial da Paróquia de São José – Altos – PI de 1994 a 1996; – Vice-reittor e administrador do Seminário Maior Sagrado Coração de Jesus – 1996 a 1998. – Diretor do Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí – ICESPI – 2002 a 2008. – Professor da História da Igreja, Patrística – 1998 e de 2002 a 2007.

 

Lema Episcopal: UT VITAM HABEANT, “ Para que tenham vida” (Jo 10,10). Jesus é o Bom pastor que conhece suas ovelhas e por elas dá a vida (cf, Jo 10,14-15). Aqui se expressa a finalidade de sua missão. O Bispo, como discípulo de Jesus, e escolhido para estar com Ele e para ser enviado em missão (cf. Mc 3,14). Vivemos os tempos da Conferência de aparecida, cujo tema é “Discípulos e Missionários de Jesus para que n’Nele nossos povos tenham vida”. Como todos os discípulos e, junto com eles quero seguir a Jesus, mestre de vida e verdade, na comunhão da igreja. Como Pastor, servidor do Evangelho, quero viver o amor a Jesus Cristo e à Igreja na intimidade da oração e da doação de mim mesmo aos irmãos e irmãs, sobretudo aos mais pobres, “para que todos tenham vida em abundância”.

 

BRASÃO EPISCOPAL

Desde os tempos medievais, os brasões tornaram-se de uso comum para expressar simbolicamente, as dignidades de pessoas, famílias e outras instituições, e, por conseguinte foi-se desenvolvendo uma linguagem bem articulada que regula e descreve a heráldica civil. Também para o clero se formou uma heráldica eclesiástica, que orienta a composição e definição do escudo, a partir de símbolos e insígnias de caráter eclesiástico, espiritual e religioso, segundo os graus da ordem sacra, da jurisdição e da dignidade. No meu brasão tentei reunir palavras e gestos, imagens e atitudes que fazem referência a fatos e experiências passadas e indicam o meu ideal de vida e do ministério episcopal a serviço da Igreja e da Sociedade.

 

1. INSÍGNIAS EPISCOPAIS: Chapéu prelatício, em forma de chapéu de peregrino, em cor verde com forro vermelho, que identifica o meu ministério episcopal: como Jesus, quero ser um andarilho pelas estradas do mundo levando a Boa Notícia de vida a todos. Do chapéu, pendem dois cordões, cada um com três fileiras de borlas, somando um total de doze borlas, que recordam os doze apóstolos dos quais o bispo é sucessor.

 

2. ESCUDO: traçado por uma cruz vermelha em quatro quartéis iguais. – Cruz vermelha – sinal do cristão. O mistério da cruz na vida de Jesus é revelação máxima do amor, pois não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos (Jo 15,13). A vida e a espiritualidade do Povo de Deus que está em Oeiras são profundamente marcadas pelo mistério da Paixão e Ressurreição do Senhor, a partir das quais a Cruz se torna fonte de vida e libertação total, como sinal que é do amor de Deus à pessoa humana por meio de Jesus Cristo.

 

– Primeiro quartel à esquerda: em azul, o Cálice e os Pães que representam a Eucaristia, da qual a Igreja vive. (cf Ecclesia de Eucharistia 1). “Este é o pão que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre” (Jo 6, 58). “Ele está no meio de nós”, e que encontre lugar em nossas paróquias, comunidades e grupos abertos à unidade e à comunhão eclesial, ao amor e a solidariedade.

 

– Segundo quartel á direita: também na cor azul, encontra-se o livro da Palavra de Deus, com alfa e ômega (princípio e fim). A grande inexaurível fonte da revelação divina, da qual o bispo, como discípulo deve nutrir-se para dela ser servo no exercício de sua missão de ensinar (cf. NMI 40).

 

– Terceiro e quarto quartéis: Nos dois quartéis de baixo, em cor verde, passando debaixo da haste da cruz, vemos a confluência das seis barras de rios e riachos, cujas águas regam e fertilizam a terra. Representam a terra de minha origem, Barras de Marataoã, da qual se originou, posteriormente, o município de Cabeceiras do Piauí, onde nasci, vivi minha infância e sempre frequentei. Na história da salvação Deus se serviu da água para fazer a pessoa humana conhecer a graça do batismo. Jesus é fonte de água viva. “A água que eu lhe darei, vai se tornar dentro dele uma fonte de água que jorra para vida eterna” (Jo 4,14).

 

A flor de Liz, no terceiro quartel, acima das águas, se refere à presença materna e amorosa da Virgem Maria, a Imaculada Conceição. Maria em minha vida é o farol que sempre me apontou o caminho que é seu Filho Jesus Cristo. A ela, como Bispo, consagro minha vida e meu ministério pastoral nas terras da Mãe da Vitória.

 

– Cruz hastil: figurada na estaca atrás do escudo está a cruz simples, de uma só barra horizontal, que lembra a cruz processional que precede a caminhada do povo peregrino de Deus. A extremidade inferior pontiaguda, suspende a flâmula na qual encontra-se o lema de meu episcopado: Ut vitam habeant “para que tenham vida”( Jo 10,10).