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         Todos estamos acompanhando apreensivos e com preocupação a evolução da crise provocada pela pandemia de COVID-19 no mundo inteiro e, particularmente, no Brasil. Uma pesquisa na internet nos permite constatar que em dezembro de 2019 o Dr Li Wenliang, médico de WUHAN na China, tentou alertar seus colegas de faculdade sobre uma doença misteriosa que atingiu sete pacientes em um hospital. Logo ele foi repreendido pela polícia local que o obrigou a assinar uma declaração de que seu aviso constituía “comportamento ilegal”. Esse médico, considerado depois pelo povo, um herói nacional, foi infectado pela doença e morreu no dia 06 de fevereiro de 2020.

A pandemia de COVID-19, antes conhecido apenas como coronavírus, se espalhou para a Itália a partir de 31 de janeiro de 2020, e se acentuando depois com 16 casos confirmados na Lombardia. No final de fevereiro, a Itália foi atingida com mais força do que em qualquer outro lugar e tornou-se o país com o segundo maior número de casos positivos, além de mortes, no mundo. O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, admitiu que o hospital que tratou o primeiro caso conhecido de coronavírus do país, não seguiu o protocolo indicado para doenças infecciosas.

No Brasil, o primeiro caso confirmado de infecção por coronavírus se deu em 25 de fevereiro de 2020 em um homem de 61 anos, residente em São Paulo que viajou para o norte da Itália entre 9 e 21 de fevereiro. Na última sexta-feira, 13 de março foi anunciado este primeiro paciente está curado. A notícia da chegada do vírus no Brasil provocou pânico. No mercado financeiro, a reação foi imediata. A bolsa de valores despencou, o dólar disparou e, na indústria, começam as dificuldades para conseguir peças vindas da China e a paralisação de linhas de produção. O vírus ameaça inclusive as perspectivas de crescimento da economia brasileira.

Neste cenário, muitos interesses pessoais e de grupos se misturam e, a vida fica exposta à vulnerabilidades e  ainda mais ameaçada pelo coronavírus e  muitos outros vírus. Inclusive o vírus da desnutrição que é mortal. Ele mata diariamente 8.500 crianças, ou seja, 1 a cada 10 segundos. Infelizmente, o vírus da desnutrição não tem o mesmo impacto que o COVID 19 na mídia, “porque não é contagioso e não representa qualquer ameaça para os privilegiados do planeta. No entanto, existe uma vacina muito eficaz: comida”. No Brasil, 15 pessoas morrem por dia, de desnutrição. Quando autoridades brasileiras e de outras partes do mundo minimizam o problema e, em meio a este cenário, querem assegurar dividendos políticos e dar, a qualquer custo, as garantias de lucro para o capital e seus donos; nós cristãos precisamos, mais uma vez optar pela vida, reafirmando com Jesus o nosso compromisso: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (cf. Jo 10, 10).

 

Conclamo a todos, irmãs e irmãos, para que não entremos em pânico porque os especialistas alertam que a maioria das pessoas contaminadas sofrem com sintomas semelhantes a uma gripe. Preocupação maior devemos ter com idosos e enfermos que são aqueles que sofrem maior risco. Atentos às recomendações das autoridades da saúde pública, tenhamos atitudes que contribuam para evitar o contágio e a disseminação da doença, adotando as seguintes práticas:

 

  1. Em qualquer lugar de nosso convívio:

 

Utilizar álcool 70% com glicerina, que é muito eficaz para a higiene das mãos.

Lavar as mãos com água e sabão sempre que estiverem sujas.

Evitar tocar a boca, o nariz e os olhos sem antes higienizar as mãos.

Não compartilhar copos, talheres e outros objetos pessoais.

Manter os ambientes ventilados. Abri sempre as janelas e as portas.

Evitar aglomerações e contato com pessoas com sintomas de doenças respiratórias.

Ao tossir ou espirrar, utilizar o antebraço.

Cumprimentar as pessoas sem aperto de mão, beijos ou abraços.

Supervisionar para que crianças menores, que costumam levar objetos à boca, não compartilhem itens com outras crianças.

Redobrar a nossa atenção para com os idosos e enfermos que são os mais ameaçados pelo coronavirus.

 

  1. Em nossos templos e nas celebrações:

 

Receber a Sagrada Eucaristia nas mãos. Isto é válido para todos os fiéis.

Evitar dar as mãos ao rezar o Pai-Nosso.

Evitar o abraço da paz.

 

Continuemos com o Papa Francisco e a Igreja Católica no Brasil acompanhando com atenção os desdobramentos do enfrentamento desta e de todas as outras doenças, sempre contribuindo para a promoção da vida de todos e, com a intercessão dos nossos padroeiros imploremos com humildade a bênção de Deus para que sejamos livres de todos os males e possamos servi-Lo com alegria.

 

 

 

Floriano (PI), 14 de março de 2020

Dom Edivalter Andrade

Bispo Diocesano