Nestes quase 50 anos, a Diocese de Campo Maior foi sendo edificada a partir do zelo pastoral e do testemunho de cada bispo que por ela passou, deixando marcas singulares na vida da Igreja e na caminhada do povo de Deus. Cada episcopado contribuiu, a seu modo, para a organização pastoral, o fortalecimento da evangelização e a presença missionária da Igreja na região.

Dom Benedito Araújo (Foto: Diocese de Guajará-Mirim)
Dom Benedito Araújo (Foto: Diocese de Guajará-Mirim)

À luz desse itinerário, a chegada de Dom Benedito Araújo desperta expectativas e esperança, abrindo um novo tempo marcado pela continuidade do legado deixado por seus antecessores e pela confiança dos campomaiorenses nos rumos que o novo pastor dará à diocese daqui pra frente.

Dom Abel Alonso Nuñez, 1º bispo de Campo Maior.
Dom Abel Alonso Nuñez, 1º bispo de Campo Maior.

O primeiro bispo de Campo Maior foi Dom Abel Alonso Nuñez, cujo episcopado foi marcado pelo fortalecimento da ação pastoral e pela consolidação da diocese após o período inicial da sua estruturação. Seu ministério contribuiu decisivamente para dar continuidade ao processo de organização da Igreja local, aprofundando o trabalho evangelizador e a presença da diocese junto às comunidades.

A principal herança deixada por Dom Abel foi a valorização e a necessidade das obras sociais e caritativas na vida da Igreja, num período da história em que o povo de Deus da diocese esteve inserido num contexto de forte vulnerabilidade e exclusão social. Diversas ações e projetos ajudaram a amenizar as realidades enfrentadas por uma enorme parcela do seu rebanho.

Em seguida, veio Dom Eduardo Zielski. Seu ministério se desenvolveu em um tempo de amadurecimento da diocese, quando já era necessário aprofundar estruturas pastorais, consolidar projetos e fortalecer a identidade missionária da Igreja Particular de Campo Maior. O incentivo à formação dos leigos e a valorização da comunhão eclesial foram algumas das principais marcas do seu governo.

Além disso, Dom Eduardo ficou conhecido pela atenção especial dispensada ao clero diocesano, buscando fazer padres cada vez mais compromissados, deixando como marca um estilo de governo pautado pelo diálogo, pela fidelidade às orientações da Igreja e pela busca constante da unidade e do crescimento espiritual do povo de Deus.

Dom Eduardo Zielski, 2º bispo de Campo Maior. (Foto: Ryan Andrade)
Dom Eduardo Zielski, 2º bispo de Campo Maior. (Foto: Ryan Andrade)

Na sequência, Dom Francisco de Assis exerceu um episcopado marcado pela forte sensibilidade pastoral, proximidade com o povo e atenção às realidades humanas e sociais. Fez inúmeras reformas estruturais, reabriu o Seminário Propedêutico, investiu na formação dos seminaristas, demonstrando cuidado, zelo pastoral e prioridade vocacional na formação da identidade diocesana. Além disso, idealizou e apoiou projetos sociais como Casa do Pão Casa da Palavra e o Lar da Juventude.

Dom Francisco deixou uma Igreja missionária, acolhedora e misericordiosa, fortalecendo a comunhão entre o clero, religiosos e leigas, deixando como marca um pastoreio atento à escuta, ao diálogo e a vivência concreta do Evangelho no cotidiano do Povo de Deus.

Dom Francisco de Assis (3º bispo de Campo Maior)
Dom Francisco de Assis (3º bispo de Campo Maior)

Eleito 4º bispo diocesano para Campo Maior, Dom Benedito é o primeiro bispo designado pelo Santo Padre, o Papa Leão XIV para o nosso Regional Nordeste 4. Ele foi transferido da Diocese de Guajará-Mirim (RO) onde pastoreou por 14 anos aquela porção do Povo de Deus. Sua principal marca é o forte espírito missionário, proximidade com o povo e sensibilidade às realidades locais.

Nestes 14 anos, Dom Benedito esteve constantemente presente junto às comunidades ribeirinhas e indígenas do estado de Rondônia, na fronteira com a Bolívia. Incentivou uma Igreja missionária e sinodal e se destacou pelo cuidado com a formação do clero e dos leigos, sua presença junto às expressões juvenis e por um estilo de governo pautado pela escuta, simplicidade e profunda espiritualidade.

Ele terá a grande missão de cuidar de uma das dioceses com mais proporção de católicos do país, dentro do estado considerado o mais católico do Brasil, com 77% da sua população, declarada católica segundo o último Censo do IBGE. Também é marca importante da diocese a sua forte devoção ao padroeiro, Santo Antônio Aparecido, que inspira e motiva todos os anos uma das maiores manifestações de fé do Nordeste do Brasil.