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Foi lançado oficialmente no Regional Nordeste 4 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta terça-feira (06 de julho), o Projeto ‘Encantar a Política’ desenvolvido através do Conselho Nacional para o Laicato no Brasil (CNLB), Comissão Brasileira Justiça e Paz e Fórum Nacional de Pastorais Sociais.

O lançamento aconteceu durante uma live, transmitida pela TV Nestante, com a participação do bispo de Picos e Referencial para as Pastorais Sociais, Dom Plínio Luz; o secretário-executivo da Comissão Nacional Justiça e Paz, Daniel Seidel; a presidente da CNLB, Aureni Paiva; o coordenador do Fórum Regional das Pastorais Sociais, Hildebrando Pires; a membro da Coordenação Regional da Pastoral da Juventude, Rosamaria Barbosa e o membro da Comissão Regional Justiça e Paz, Carlos Amorim Andrade.

Para Daniel Seidel, o Projeto Encantar a Política é fruto de um trabalho de uma rede de organizações, serviços, pastorais e organismos da Igreja e tem a pretensão de apresentar alternativas para solucionar problemas que afligem o cotidiano, não somente dos piauienses, mas de todos os brasileiros:

A atuação da Igreja na formação da consciência cidadã e política é algo que acompanha a história da CNBB, em sintonia com os ensinamentos e as orientações do Papa Francisco, através de suas encíclicas. As Sagradas Escrituras nos mostram, em todos os Evangelhos, um Deus que dedicou sua vida a amar e acolher os pobres, a curar os cegos e doentes, a dar comida a quem tinha fome. É essa a postura que devemos assumir enquanto Igreja e sociedade.

Dom Plínio destacou que a cartilha foi pensada e produzida visando dar à sociedade mais confiança na política, despertando nas pessoas, a consciência, o compromisso e a responsabilidade com o futuro das comunidades, municípios, estados e o Brasil como um todo:

Precisamos assumir um compromisso a partir de uma motivação de fé a fim de estimular a presença dos cristãos no universo da política. Criminalizá-la, de forma proposital, afasta as pessoas do real sentido a que ela se propõe: estar a serviço do bem comum. Este caderno nos apresenta a política enquanto uma das formas mais nobres de se promover caridade, ética, justiça e paz.

Já Aureni Paiva reiterou a necessidade de analisar candidaturas e projetos de governo que estejam alinhados e comprometidos com os anseios do povo, das minorias, dos trabalhadores do campo e da cidade, e, principalmente, dos menos favorecidos, para que a democracia seja, de fato, consolidada:

Somos convidados a analisar e apoiar candidaturas que assumam compromisso com a defesa da vida, construídas a partir de uma trajetória de lutas sociais importantes para que possam, efetivamente, representar a coletividade e a diversidade. Uma sociedade mais justa e igual se constrói a partir do diálogo, da cultura do encontro e não nas armadilhas da intolerância, do preconceito e do ódio.

Rosamaria Barbosa destacou a importância da participação da juventude na política, algo que ela considera de fundamental importância para o bom funcionamento da democracia:

A boa política acontece a partir do diálogo. É preciso que a juventude participe da política de forma mais profunda. Somos convidados a repensar o conceito de política, para além do período eleitoral, porque ela não ocorre apenas por ocasião das eleições, mas, de forma muito mais abrangente, dentro dos movimentos sociais, dos conselhos de cidadania, etc. Precisamos também desconstruir o conceito de política enquanto algo sujo, de problemas, de corrupção, e passar a compreendê-lo enquanto ferramenta de transformação social, de soluções e alternativas.

Carlos Amorim Andrade encerrou o lançamento do Projeto com a leitura da Carta de Justiça e Paz às/aos piauienses. Confira o documento na íntegra aqui