A celebração de imposição do pálio ao arcebispo metropolitano de Teresina, dom Juarez Marques Sousa da Silva, aconteceu na noite da última sexta-feira, na catedral de Nossa Senhora das Dores, durante a solenidade da padroeira. O núncio apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquattro veio a Teresina especialmente para a cerimônia, que contou com a presença de todos os bispos do Regional Nordeste 4, incluindo os eméritos.

Ajoelhado diante do núncio, dom Juarez fez a profissão de fé e juramento e, em seguida, teve o pálio imposto sobre seus ombros. Depois da imposição, dom Juarez se levantou, cumprimentou dom Giambattista com um abraço e saudou o povo de Deus da Arquidiocese de Teresina.

“O pálio tem o peso da cruz de Cristo e a cruz tem o peso dos crucificados deste mundo, por isso, somos convidados a suavizar o peso da cruz uns dos outros. Dos pés da cruz, somos enviados para anunciar a ressurreição, que é vida e plenitude para todos”, disse dom Juarez no início de sua homilia.

Dom Juarez também disse que o pálio simboliza o pastoreio e a missão desempenhada pelos arcebispos como sinal de comunhão com a Santa Sé e com o Papa Francisco: “O pálio sustenta e reforça a unidade que deve haver na nossa arquidiocese e na nossa província eclesiástica. Unidade esta confirmada pela presença dos meus irmãos no episcopado aqui neste momento”, destacou.

Finalizando, dom Juarez lembrou do pedido feito pelo Papa Francisco, na ocasião da entrega do Pálio, em Roma, no dia 29 de junho: “O Sumo Pontífice nos convidou para que sejamos discípulos no seguimento a Jesus Cristo e apóstolos no anúncio da Palavra. Este pálio não é apenas um ornamento ou um adereço, mas o símbolo do serviço e da comunhão que deve haver entre o pastor e as suas ovelhas”, falou.

O Pálio

O pálio, do latim “pallium”, manto, é uma espécie de colarinho de lã branca, com cerca de 5cm de largura e dois apêndices – um na frente e outro nas costas. Possui seis cruzes bordadas em lã preta – quatro no colarinho e uma em cada um dos apêndices. É confeccionado pelas monjas beneditinas do Mosteiro de Santa Cecília, em Roma, utilizando a lã de duas ovelhas que são oferecidas ao Papa no dia 21 de janeiro de cada ano na Solenidade de Santa Inês (Padroeira da Pureza).

O uso do pálio, que nos primeiros séculos do Cristianismo era exclusivo dos Papas, passou a ser usado pelos arcebispos metropolitas a partir do século VI. Após a sua confecção, o Pálio é depositado junto ao túmulo de São Pedro até a Solenidade de São Pedro e Paulo, quando, então, é entregue pelo papa aos arcebispos.

Os pálios, insígnias litúrgicas de ‘honra e jurisdição’, são envergados pelos arcebispos metropolitas nas suas igrejas e nas da sua província eclesiástica. O arcebispo metropolita preside a uma província eclesiástica, constituída por diversas dioceses. O pálio é símbolo do serviço e da promoção da comunhão na própria Província Eclesiástica e na sua comunhão com a Sé Apostólica.

O significado da forma de entrega é o de colocar em maior evidência a relação dos arcebispos metropolitas com a sua Igreja local e assim dar também a possibilidade a mais fiéis de estarem presentes neste rito tão significativo para a Igreja. Outro ponto importante é propiciar a participação dos bispos da província eclesiástica.

Com informações da CNBB nacional