O arcebispo metropolitano de Teresina e presidente do Regional Nordeste 4 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Juarez Marques Sousa da Silva recebeu o pálio arquiepiscopal abençoado pelo Papa Francisco. A entrega aconteceu durante a solenidade de São Pedro e São Paulo realizada na basílica de São Pedro, em Roma, no último dia 29 de junho.

Foto cedida pela assessoria de comunicação do governador Rafael Fonteles.
Foto cedida pela assessoria de comunicação do governador Rafael Fonteles.

Também recebeu o pálio o arcebispo de Montes Claros-MG, dom José Carlos de Souza Campos. O governador do Piauí, Rafael Fonteles e o deputado estadual Fábio Novo, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT) estiveram presentes na ocasião.

“O Pálio é um sinal do pastoreio do arcebispo na arquidiocese, sinal de unidade e de comunhão com o Papa e com toda a Igreja em nosso Regional Nordeste 4. Na ocasião, também consagrei todo o povo de Deus da nossa amada Arquidiocese de Teresina. Neste ano em que celebramos em toda a Igreja do Piauí o Ano Regional de Iniciação à Vida Cristã e de Animação Vocacional, também rezei para que Deus, em sua eterna bondade, manifeste em nossos corações cada vez mais vocações e nos mostre os caminhos para uma catequese de orientação catecumenal”, destacou dom Juarez.

A imposição do pálio acontecerá na catedral de Nossa Senhora das Dores, em Teresina, no dia 15 de setembro, com a presença do Núncio Apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquatro.

O pálio – derivado do latim pallium, manto de lã – é uma vestimenta litúrgica usada na Igreja Católica, consistindo de uma faixa de pano de lã branca que é colocada sobre ombros dos arcebispos. Essa faixa estreita de tecido, com cerca de cinco centímetros de largura, é curvada no meio para poder repousar sobre os ombros acima da casula e com duas abas pretas penduradas na frente e atrás, de modo que – visto tanto na frente quanto atrás – a vestimenta lembra a letra “Y”.

Este pano representa a ovelha que o pastor carrega nos ombros, assim como fez Cristo com a ovelha perdida. Desta forma, o pálio é considerado o símbolo da missão pastoral do bispo. O pálio é também a prerrogativa dos arcebispos metropolitanos, como símbolo de jurisdição em comunhão com a Santa Sé.

Também considerado sinal de obediência ao Papa, é sinal de comunhão com a Sé romana. Significa a autoridade que o metropolita, em comunhão com a igreja de Roma, vem legitimamente investido na sua província.

O tecido é feito da lã retirada de dois cordeiros já reservados no ano anterior e criados pelos monges trapistas da Abadia de Tre Fontane, em Roma.

É decorado com seis cruzes negras de seda (que lembram as feridas de Cristo), uma em cada cauda e quatro na curvatura, e é cortado na frente e atrás, com três alfinetes de gema aciculada em forma de alfinete.

Fonte: Com informações da CNBB nacional