Amanhã, 29 de junho, durante a celebração da Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Papa Francisco vai abençoar, como de costume, o Pálio entregue aos arcebispos nomeados nos últimos doze meses. A celebração ocorre na basílica de São Pedro, a partir de 7h30, no horário de Roma (2h30 no horário de Brasília).

Trinta e dois arcebispos receberão o Pálio abençoado pelo Papa. Do Brasil, recebem a insígnia os arcebispos de Montes Claros (MG), dom José Carlos Souza Campos; de Teresina (PI), dom Juarez Sousa da Silva; e de Olinda e Recife (PE), dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, segundo vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Os dois primeiros estão no Vaticano para participar da celebração.

Acompanham Dom Juarez o governador do Piauí, Rafael Fonteles e deputado Fábio Novo, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT). A imposição do pálio acontecerá na catedral de Nossa Senhora das Dores, em Teresina, no dia 15 de setembro, com a presença do Núncio Apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquatro.

Confira um trecho da entrevista de dom Juarez concedida à Rádio Pioneira de Teresina, na manhã desta quarta-feira, dia 28:

O Pálio é um sinal do pastoreio do arcebispo na arquidiocese, sinal de unidade e de comunhão com o Papa e com toda a Igreja em nosso Regional Nordeste 4. Hoje tive a oportunidade de visitar a cidade de Assis, terra de São Francisco e de Carlo Acutis, onde pude respirar esta atmosfera espiritual franciscana, num momento forte de peregrinação, de oração. Na ocasião, também consagrei todo o povo de Deus da nossa amada Arquidiocese de Teresina.

Pálio

O pálio – derivado do latim pallium, manto de lã – é uma vestimenta litúrgica usada na Igreja Católica, consistindo de uma faixa de pano de lã branca que é colocada sobre ombros dos arcebispos. Essa faixa estreita de tecido, com cerca de cinco centímetros de largura, é curvada no meio para poder repousar sobre os ombros acima da casula e com duas abas pretas penduradas na frente e atrás, de modo que – visto tanto na frente quanto atrás – a vestimenta lembra a letra “Y”.

Este pano representa a ovelha que o pastor carrega nos ombros, assim como fez Cristo com a ovelha perdida. Desta forma, o pálio é considerado o símbolo da missão pastoral do bispo. O pálio é também a prerrogativa dos arcebispos metropolitanos, como símbolo de jurisdição em comunhão com a Santa Sé.

Também considerado sinal de obediência ao Papa, é sinal de comunhão com a Sé romana. Significa a autoridade que o metropolita, em comunhão com a igreja de Roma, vem legitimamente investido na sua província.

O tecido é feito da lã retirada de dois cordeiros já reservados no ano anterior e criados pelos monges trapistas da Abadia de Tre Fontane, em Roma.

É decorado com seis cruzes negras de seda (que lembram as feridas de Cristo), uma em cada cauda e quatro na curvatura, e é cortado na frente e atrás, com três alfinetes de gema aciculada em forma de alfinete.

Fonte: CNBB