Já está em vigor o decreto do Regional Nordeste 4 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que eliminou as espórtulas de sacramentos, isto é, as ofertas materiais que eram repassadas para a Igreja quando esta ministra os seus sacramentos como o Batismo, Eucaristia, Crisma (Confirmação) e o Matrimônio. O decreto começou a valer a partir do dia 29 de dezembro, com a solenidade de abertura pelas dioceses do Jubileu de 2025 Peregrinos de Esperança.

Sacramento do Batismo, na Paróquia de Senhora Santana, em Canto do Buriti-PI. (Foto: Pascom)
Sacramento do Batismo, na Paróquia de Senhora Santana, em Canto do Buriti. (Foto: Pascom)

A regulamentação do decreto ficou a cargo de cada uma das 8 igrejas particulares que compõem a Província Eclesiástica de Teresina, uma vez que cada uma destas circunscrições eclesiásticas possui a sua realidade pastoral e suas particularidades, sendo necessárias regras específicas para atender a comunidade sem comprometer a sustentação financeira das paróquias e do Clero.

Sacramento da Primeira Comunhão (Eucaristia), na Paróquia de Senhora Santana, em Canto do Buriti-PI. (Foto: Pascom)
Sacramento da Primeira Comunhão (Eucaristia), na Paróquia de Senhora Santana, em Canto do Buriti-PI. (Foto: Pascom)

Em entrevista ao programa Pautas da Igreja, da TV Pai Eterno, o bispo de Oeiras e secretário do Regional NE 4, dom Edilson Soares Nobre, deu mais detalhes sobre o decreto: “Foi uma decisão fruto de um processo de discussão que viemos fazendo há bastante tempo, portanto trata-se de uma decisão amadurecida. Quando nós suprimimos as espórtulas, o fizemos por uma razão pastoral. Na verdade, o que queremos é evitar a ideia de que o sagrado é comercializado.”, explicou.

Sacramento do Matrimônio, na Paróquia de Senhora Santana, em Canto do Buriti-PI. (Foto: Pascom)
Sacramento do Matrimônio, na Paróquia de Senhora Santana, em Canto do Buriti-PI. (Foto: Pascom)

Ainda de acordo com dom Edilson, a comunidade deve se conscientizar sobre a importância da devolução do dízimo para que esta seja a principal fonte de sustento das atividades ministeriais e sociais: “Não significa dizer que a Igreja não precisa da contribuição dos fiéis. Trata-se de uma decisão que foi tomada sabendo que isso tem consequências a implicações na vida da igreja, mas nos entendemos que este seja o caminho mais viável para ajudar as pessoas a compreender a importância da corresponsabilidade na manutenção da igreja.”, falou.

 

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